terça-feira, fevereiro 21, 2006

Break On Through (to the other side)

Nas prateleiras gringas desde 2003, a Deck finalmente tira o atraso e lança no Brasil o cd Dub Side of the Moon, gravado por uma seleção com os melhores músicos do selo de reggae Easy Star. A idéia do projeto não é das mais simples: fazer uma releitura do clássico álbum Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, numa versão ragga-dub esfumaçada. É complicada porque estamos falando de um dos discos mais famosos da história do rock (vendeu mais de 30 milhões de cópias pelo mundo). Complicada também porque de uns anos para cá o álbum ganhou uma de espécie áurea mística, graças à divulgação via internet das coincidências (será?) com o filme Mágico de OZ. Na real o resultado tinha tudo para dar errado, contando inclusive com a zinca e cara feia dos mais fanáticos fãs da banda de rock progressivo. Mas o que aconteceu foi o contrário: sucesso tanto de público quanto de crítica (está na lista da Billboard desde que foi lançado). E não é para menos. A mistura entre a psicodelia do Floyd com a pegada do reggae é espantosa. Tanto que, ao final do disco, ficamos com aquela sensação de como ninguém tinha pensado nisso antes, tamanha sintonia. Claro que muito do sucesso do disco tem de ser creditado ao próprio Pink Floyd e suas composições universais e atemporais, mas isso não tira nem um pouco o brilho dessa nova versão. No encarte do cd, Lem Oppenheimer, dono da Easy Star, explica a força do disco original: “De todos os discos do Pink Floyd esse é o que melhor examina a condição humana. Começa e termina com uma batida de coração (o símbolo da vida), a narrativa segue um caminho que vai do nascimento (Breathe) até a morte (The Great Gig In The Sky) e uma eventual resolução espiritual (Eclipse), enquanto que explora as forças básicas que movem a humanidade: tempo, ou a falta dele (Time), movimento (On the Run), possessões materiais (Money), conflito (Us And Then) e loucura (Brain Damage)”. As músicas, nessa nova versão, seguem as mesmas melodias das composições originais. Mas as mudanças são muitas, principalmente na parte de instrumentos, vocais e efeitos (só as letras mesmo que ficaram intocadas). Composições ganharam outras linhas de baixos, novos vocais (toaters), baterias Nyabinghidelays, escaletas, pianos, metais e muitos, muitos efeitos. Tudo isso para otimizar a “viagem” do ouvinte, sem perder o clima do álbum. No melhor dubwize style de gravação, as músicas tiveram na sua mixagem 4 canais só para os efeitos, e eles fazem toda a diferença. A ordem das músicas também permaneceu a mesma, assim como o tamanho delas. Por conta disso também é possível ouvi-lo em sincronia com o Mágico de Oz. O encarte traz também uma explicação de como se pode ouvir o disco junto do filme (aquela história do terceiro rugido do Leão de MGM). Para coroar o lançamento do disco no Brasil só faltava mesmo um show por aqui. E não é que vai rolar? Dia 8 de maio, no Via Funchal, São Paulo. Fechando o post, adianto agora o próximo trabalho dos caras. Depois de pensar muito e de inúmeras sugestões feitas por amigos e fãs (entre elas estavam The Wall, London Calling e até Thriller) o Easy Star All-Stars promete para o final do ano uma releitura do disco (já é um clássico?) Ok Computer, do Radiohead. Vai chamar-se RadioDread. Se fosse qualquer outra banda esse disco também tinha tudo para dar errado (eu mesmo ia torcer o nariz), mas tratando-se de All-Stars é melhor esperar para ver, ouvir, sentir e viajar. Fica aqui a esperança que a Deck disponibilize no Brasil esse outro lançamento, bem como outros discos da Easy Star e de reggae em geral. I see you on the other side.

5 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Quem escreveu este texto gigantesco ? Aí, e eu ainda continuo lendo aquela bosta de coluna do Álvaro Pereira Júnior, e tenho que aturar um "eject" desta semana para o Pink Floyd. Ele chamou a banda de "chatonilda". Vai tomar no cú, crítico de merda !!! E esse show do Easy Star a gente do Junky tem obrigação de ir, hein ? Imaginou entregar um cd com a faixa Rap Saide pros caras, e falar: "olha aí o que a gente fez com o que vocês fizeram..."
PINK FLOYD melhor banda do mundo, muito mais lôca do que Rolling Stones e U2 !!!!
MOL

10:37 PM  
Anonymous Anônimo said...

Mandou bem, índio.

Bastante informação e texto easy skankin style.

O disco é do caralho.

Mas sou mais Rolling Stones que Pink Floyd......

10:07 AM  
Anonymous Anônimo said...

MOL, melhor banda do mundo é os Beatles.

10:41 AM  
Anonymous Anônimo said...

Melhor banda do mundo meeeesmo... é o Junky Clan, claro. Mas gosto é gosto, não me empolgo com nenhuma destas bandas aí: Rolling Stones e Beattles.
A melhor é Pink Floyd, depois Doors, e o Jimi...
Sem falar nas atuais, né ?

MOL

7:39 PM  
Anonymous Anônimo said...

EU vou no show! certeza absoluta-totalitária-master-rude-in-tha-ragga-style-oh-my-lord-fuckness!


E a melhor banda do mundo, me desculpem, é the wailers original. E ponto.

2:38 PM  

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