Vícios, Morais, Amores, Paixões e Fidelidades
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento".
Nossa, quanto tempo não aparecia por aqui para publicar um texto. Quase me esqueci dos procedimentos necessários para o feito.
Mas é isso, tudo bem. Venho através deste responder o post abaixo.
O que será do Junky Clan em 2006?? Puta que pariu! Pergunta difícil.
Sei que, pra essa pergunta, todos tem um pensamento muito pessoal, próprio e ímpar. Mas em alguns pontos ou tópicos existem similaridades. Assim como o que vivenciamos com o Junky. Cada um tirou momentos e experiências diferentes e similares.
O fato é que, para todos, o que passou signigicou alguma coisa. Coisas boas, coisas ruins, crescimento pessoal, atraso de vida.
Para mim, o Junky Clan, significou muita coisa, mas muita coisa mesmo. Foi onde consegui pela primeira vez na minha vida tirar uma angústia de dentro e transformar em uma poesia capaz de atingir pessoas. Foi onde pela primeira vez acreditei que meus reais pensamentos e ideais conseguiriam formar uma opinião.
hahahahahahahahahahahahahahahahahaha .... Doce ilusão???? Não. (ponto final)
Lógico que, para atingir as pessoas com ideais, é necessário muito mais esforço. Mas que tipo de esforço? Acredito que criar, por incrível que pareça. Porém, criar uma obra mais consistente e significativa. E digo mais, ESTAMOS NO CAMINHO!
Quando entrei pro Junky Clan, aquele lance todo de começar a fazer letra, trombar os bróders novos (que hoje tenho muita estima), os ensaios, os primeiros shows, fiquei completamente apaixonado por aquilo tudo. Era tudo novo, tudo encantador, só felicidade e tinha, principalmente, a paixão na sua essência. Como se estivesse conhecendo a mulher da minha vida. Que viagem! Se acharem engraçado, podem rir.
E, ao longo do tempo, comecei a perceber que realmente estava vivendo um relacionamento com a minha banda. Alternando momentos de amor e ódio, felicidade e tristeza, concordâncias e discordâncias, compromissos, encontros e desencontros.
"Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento"
A chama da paixão se apagou, a felicidade pura se foi e os tempos difíceis chegaram. Mas e aí??? 2006? O que vai ser?
Pra falar a verdade, não sei. Também, quero que se foda o que vai ser. Pra mim o que realmente importa é no que se transformou aquela paixão. Cada gota de suor, cada lágrima rolada, cada momento feliz e cada momento triste. Quando olho pra trás e penso nesses momentos, penso com carinho. Como se fosse uma mulher amada ou até mesmo um filho. Ou seja, amor. A paixão se transformou em amor.
Eu amo o Junky Clan.
Sei que nem tudo dura pra sempre, mas enquanto estiver por aí, seja vingando ou somente na minha recordação, vou estar aproveitando cada segundo.
"E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama"
"Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure".


1 Comments:
O pior você não sabe. Tenho um medo de ser caretona com os meus filhos. Considerando que sou bastante conservadora, acredito no amor, na união e na monogamia. Pode ser que eu seja chata....
Mol, adorei o texto, até colei no milongas.
Simone
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