segunda-feira, outubro 31, 2005

nem o photoshop salva......

click sem clack

Daí que domingo foi dia de trabalhar.... Sim, estes rimantes errantes desprovidos de belos semblantes foram ao estúdio onde trabalha o mais que camarada Carlinos - que, diga-se de passagem, recebeu apenas cd, breja e mais nada - para uma sessão de fotos. A bateria durou cerca de 08 horas e o resultado ficou insano. Agora, o JUNKY CLAN já tem fotos promocionais, porque até então tratava-se de uma organização clandestina e feia. Continua feia, mas saindo da sombra. Em breve, estas fotos entrarão no site. Agradecimentos especiais ao Carlinos (por toda a paciência, disposição e profissionalismo); aos chefes do Carlinos (por cederem o espaço); ao Jonny e a Mari (nossos assessores de imprensa que estão sempre aqui e lá); à Mi e à Fe Ortiz (que fazem dos caras-sujas sujeitos-homi); e ao Marcelão e Joca (irmãos Junky desde sempre). Vai que vai!

quinta-feira, outubro 27, 2005

ô psit!

Todo Rufus tem um dia de Brutus. E todo Brutus tem um dia de Rufus. Se você é primo do Pluto, não me venha com esse papo de puto. Escuta um minuto: agosto é o mês do cachorro louco. Desde lá até cá, o que você fez no seu canil? Deu ração de qualidade ou esqueceu que ele existe? Aqui quem vos fala é o limpador dos pára-brisa, parabólica ligada na tentativa de captar a visão além do alcance. Todos estão surdos - disse o rei e virou decreto. Medida provisória permanente - tipo os bobs de Dona Florinda. "Não se misture com essa gentalha" - sábio conselho. Fique em casa assistindo à sessão da tarde, que é mais seguro do que enfrentar de peito aberto a incógnita. Preocupação pra este aqui é estar longe do zero. Nem que seja vírgula zero zero zero zero um folhado a ouro. Daqui da janela dá pra ver de longe o gigante adormecido. Se eu não soubesse que dentro dele encontra-se no berço explêndido magma, diria até que trata-se apenas de um morrinho. Porque para entrar em erupção é preciso o movimento das placas. Manja, rajabasa? Não se trata apenas de apontar falhas, mas como evitar que tudo escorra pra calha quando o desequilíbrio faz do desgaste fonte de raiva? Questão aburdamente complexa de complicado compreendimento. Isso na minha cabeça não cabe, não entra. Perguntemos então ao Doutor Pacheco, nosso herói dos dias fúteis. Ele deve saber da cura para essa dor nas juntas.

quinta-feira, outubro 20, 2005

newz online

Salve, salve!! O site do Clan está atualizado! Músicas novas, arte.... tá tudo lá! Confiram! Além disso, já há novas mp3 na nossa página do Trama Virtual! Confiram!! Em breve, o clipe!!!

segunda-feira, outubro 17, 2005

pintando o sete

"Pode me chamar que eu vou / Eu vou / Quando me quiser eu vou / Eu já to aí" (Eddie). No último sábado aconteceu algo absolutamente inusitado na vida desta banda lesada: tocamos em um evento empresarial, comemorativo ao dia-das-crianças. Detalhe bizarro: apesar da faixa etária média estar nos 6 anos, foi nosso maior público. E quer saber? Foi do caralho! Engraçado que, quando comentei com amigos o naipe do evento, alguns chegaram a insinuar que seria "queima-filme". Particularmente, eu amo tocar ao vivo. Então, "queima-filme" para mim é ficar em casa coçando quando eu posso tirar um som e comer cachorro-quente. É notável como quem se acha "cool" é egocêntrico. Consideram uma banda apenas enquanto ela estiver tocando no clubinho esfumaçado tido como bacana no momento. Tem gente que precisa mais de divã do que de música. Se eu tenho alguma ressalva, é pelo fato de que censuramos algumas letras. Mas acho compreensível no contexto. Tem briga que não vale a pena ser comprada e com bom senso é possível avaliar caso a caso para ver se vale a pena. Valeu! Confesso que tato com crianças não é meu forte. Mas para mim ficou claro que não existe "música infantil". Existe a música que os pais colocam para os filhos. Se você deixa sua filha ouvindo rádio o dia inteiro, depois não ache ruim que ela cante "vai Serginho, vou morder o seu grelinho". Foi isso..... XLS

quinta-feira, outubro 13, 2005

cactus

Estava eu, rufus, e o meu trurta brutus, voltando do abrupto, a fim de comprar, sei lá, alguns moveis rusticus pra apoiar os cactus que eu ganhei nos fundos da loja coberta de murus. Pendurei na parede retratos dos curdos, que agradou muito meus amigos surdos, que puderam ver a imagem sem restícius de ruídos, outroras, interinos nos tempos da audição concreta do fim dos tempos, mudança dos mundos. Submersos, nas ilhas figi o paraiso fiscal dos putus que na maioria dos dias descançam nas camas de luto por mais uma morte dos anéis de saturno. Volto no tempo, a fim de tirar os irmãos do relento, a fim de mudar o mundo pros meus e pros seus rebentos que daqui a algum tempo vão entender, ou não, o que está acontecendo. Se vão beber ou usar fumus, eu entendo, o problema é a proliferação dos fungos, nos fundos das pipes que o pai usou nas baladas patrão, de belos nipes. E espero que lembrem do dia em que os pais, nós, voltamos sujus, das cavernas do carmu ou das comunidades dos primatas primitivus que virara experiencia prus laboratorius nos rios turvus de águas cristalinas. Na noite de ano novu, depois das festas natalinas, comeu pão com patê de sardinha, e se esbaldou nos vinhus das adegas de chilenos, italianos, argentinus. Depois, saimus na rua, bebadus, tomando vários enquadrus dos porcus, por hora fardadus, armadus, aprendendo o nossu txais, não sei se eram civis, militares ou se federais. Kaofiquei com susurrus, subornus, mas deixei darem um tapa na cara do nulu, o meianu reencarnadu, outrora de nariz quebradu, com o soco do putu mascaradu, sintu muitu.

terça-feira, outubro 11, 2005

em processo

Os homens bateram em minha porta mas eu não queria abrir Roubaram as chaves, ditaram sua cura (a mais dura) não me deixaram livre pra ir e vir Mas me recuso a achar que o problema sou eu cuidando dos meus afazeres aqui Parece que pra eles é mais vantajoso dar na cabeça de nego e poder extorquir

terça-feira, outubro 04, 2005

Grafs

Site insano de grafites..... vale uma passada! http://www.stencilrevolution.com/homepage.php

ODE À AÇÃO - a missão

E eis que o doente permanece em seu leito. Esboçara uma melhora, mas foi apenas por momentos. Levantou-se, deu uma volta e olhou pela janela. Observou o por-do-sol fabuloso e chegou a sentir o cheiro das flores. Mas a noite caiu e ele voltou a se recostar. Recebeu a visita de parentes que, frustrados, lamentavam não ter agido de modo diferente quando ainda era tempo. Juntos recordaram como haviam olhado feio para aquele primo distante, louco e histérico, que vinha incomodar com suas teorias malucas e stresses desnecessários. Que saudade que deixara! Recordaram como haviam sido ingênuos em achar que, apenas rezando, alcançariam a luz divina. A noite persistia mais comprida que os dias. Recordaram do pouco caso que fizeram quando lhes foi oferecida ajuda alheia. Como foram estúpidos em esperar uma ordem, uma ameaça, para cumprirem com o que já era urgente na antevéspera. Agora, reunidos, juntavam as migalhas e os centavos que cada um ainda carregava consigo, nos bolsos. A fome de viver fora substituída pela esperança misericordiosa de uma reles sequela.

segunda-feira, outubro 03, 2005

O Bilhete de Raja (um segundo pequeno trecho)

... o que ele viu... não queria acreditar. Parecia ser um rosto de uma linda mulher, um rosto de baixo da água da privada. Seria possível ? O momento, três segundos, eternos. Encarou aquele par de olhos femininos, amarelos, quase dourados, os fitando por de baixo da ondulação suave daquela água sanitária, e teve certeza de que aqueles olhos piscavam para ele. Seu coração saltou, sentiu seu estômago pesar quatro vezes mais. Esfregou seus próprios olhos, fechando-os, espremendo-os. Quando os abriu e olhou para a privada novamente, sentiu um misto de alívio e decepção: o rosto não estava mais lá. É lógico que não estava, pensou. Um rosto de uma mulher, linda, dentro de uma privada tosca de um banheiro sujo e porco ? Como pôde pensar que aquilo era verdade ? Apenas uma alucinação. Sentiu vergonha de si mesmo. Vergonha de ter acreditado por um momento que aquilo estava acontecendo com ele. Sentiu sua bexiga. A vontade de mijar, então, voltou, mais forte do que antes. Mas que porra que aquela cozinheira maluca tinha posto na comida que acabara de comer ? O que é que causara essa vontade de mijar extrema, e ainda por cima uma viajem desse grau ? Uma mina dentro de uma privada ? Tentou lembrar com mais detalhes do aspecto da comida - um tanto colorida demais. Psicodélica. Será que era a comida ? O garoto sacou o pau pra fora e começou a mijar. Que alívio, meu Deus ! Mijou de olhos fechados, durante quase um minuto. Quando se deu por si novamente, percebeu algo que fez com que seu coração voltasse a pular. Não era possível. Muito fantástico pra ser verdade, muito real pra ser mentira: a medida que a urina que saia de seu corpo atingia a água da privada, como que nascida de uma reação química, uma fumaça roxa e amarela ia tomando conta do banheiro. Quanto mais mijava, mais fumaça colorida saia da privada. Ele quis parar de urinar, mas não conseguiu. Xingava internamente a cozinheira ao mesmo tempo em que se perguntava se estava mesmo ficando doido. Pensou até em parar de fumar maconha. E mijava sem parar. Se prometeu nunca mais tomar um doce na vida. E mijava sem parar. Pensou no extremo, pensou em... não precisou. Finalmente parou de urinar. A fumaça colorida tinha tomado o pequeno banheiro por inteiro, e dificultava a visibilidade. Um cheiro de erva-doce, cheiro de planta, cheiro de infância. Era gostoso, mas havia muita fumaça, estava incomodado. O garoto começou a agitar os braços para espantar a fumaça, e esbarrou na cordinha da descarga. No reflexo, puxou a cordinha, e deu a descarga. A privada emitiu um barulho mágico ensurdecedor (agora alguém lá fora vai me ouvir aqui, pensou), e toda a fumaça foi sugada para dentro do vaso sanitário. Pronto. Tudo estava como antes. Já conseguia enxergar as paredes pixadas do banheiro novamente. Respirou fundo, as mãos tremendo. O coração deu uma suavizada... por pouco tempo. O muleque olhou para a parede, e viu, logo acima do vaso sanitário. Não acreditou. Aquilo, naquela parede, era demais! O que ele viu...