quarta-feira, setembro 28, 2005
E ele finalmente entrou no banheiro. Arrastou seus dedos pelas paredes, procurando pelo interruptor de luz. Não achou. Mas não foi preciso. As luzes se ascenderam sozinhas. Nem quis saber como. Arrastou a porta enferrujada e umida e a fechou. Trancou a porta com a chave que estava na fechadura, muito estranha, e cheia de detalhes. Mas também isso ignorou. A vontade de urinar era maior que qualquer curiosidade e estranhamento. Era um banheiro apertado, que cabia no máximo duas pessoas. As paredes, forradas quase que por inteiro por pixações, tags, e frases típicas de banheiro, exalavam um cheiro que, se não era propriamente fedorento, parecia uma mistura de coisa velha com planta exótica. O garoto, um exímio pixador, normalmente prestaria atenção nos escritos da parede, tentando reconhecer algum tag de algum amigo seu, que já estivesse bombardeado o local antes, mas deteve seus olhos pelos escritos por apenas um segundo, para em seguida levantar a tampa do vaso, afoito, ao mesmo tempo em que abria o zíper de sua calça larga e surrada. Foi quando a vontade de mijar se suspendeu quase que por completo, por que todos os seus músculos e nervos se trancaram em seu corpo magricela, ao olhar para a água da privada. Ele viu algo que destoava completamente daquele banheiro inteiro pixado, que destoava completamente daquele restaurante tosco, que destoavam completamente daquela cidade cinzenta. O que o pequeno delinquente viu na privada, na verdade, destoava completamente de qualquer coisa que ele já tenha visto em seus 13 anos de vida na cidade. O que ele viu ...
alguém me salve...
Por favor, alguém me salve...
Estou em crise existencial.
Estou mudando,
não estou me suportando.
Estou lendo Guimarães Rosa, e ... estou achando interessantíssimo...
Fui no show do Los Hermanos no Bem Brasil, e adivinha ? Eu gostei !!!!!!!!
AAAAARGHHH!!!!
Eu devo estar virando um chato! Um puta de um chato !
E agora o filme que eu quero ver no cinema é Casa Vazia, de um japa intelectual, que o Índio (outro chato ?) me indicou....
Me resgatem !
Me resgatem !
Não vou assinar este texto.
Este texto não merece comentários.
Não perguntem, não comentem,
Não tudo, não nada....
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quinta-feira, setembro 22, 2005
OH!! DEUS!!!
De onde veio com os seus filhos? De onde os filhos seus vieram? Os elementos se cruzam no harmônico nascer de mais um dia cinza de sol, entre núvens. Na prática que se forma, o grupo. Intitulando de forma singular cada um destes, devotos assíduos de uma das suas grandes criações. Proíbida pela mente reumática e crônica daqueles que julgam também fazer parte do seu leito, do ventre Santo.
Daqui, posso garantir a gratidão por permitir que 7 desses pudessem estar juntos na missão de Paz, profetizada pelo, talvez mais devoto, Barba preta, cara escura. O missionário vindo de lá, trazido pelo então profeta, Meiano. Juntos, se juntam e jantam, pedindo rapidez ao garçon. Olha lá, tá escuro? Tá claro? Não? Então é lá mesmo que está o insane in the gray brain, um dos radicais mais democráticos que existe, sobre tudo na parte da manhã, cinza. A visão dali de baixo. E novamente peço, olha lá. tá escuro? tá? não era pra tá claro? O mais desforme, desfocado e grande, tapou a claridade. No espelho convexo parecia um cotonete, no esepelho concavo parecia um fuscão com peruca. No espelho normal parecia um Orniztorrinco. Cada um em cada canto, cada canto rimado, Solto. A agua! Preciosa, aonde conchas são casas, aonde caracóis são pick-ups, aonde bolhas são peidos, e sons são ondas, Tsunamis. Abalando as estruturas concretas do abstrato, vive o Polvo, agregando em seus tentáculos, a família primitiva do Holon místico.
Vivendo num vilarejo isolado, com alguns seguidores, tentando a qualquer custo propagar o som, a onda para as demais vilas do recanto. Sem força.
A força reforçada para mais um dia, o universo místico, novas chances, novas possibilidades. A família nem tão grande porém forte, cria mais um tsunami, que desta vez parece ser irreversível. E o Pai, o senhor, nos manda para o vilarejo mais uma família. Me lembro que eram dois, mas daqui só vejo um, ou melhor uma. Dotada do sorriso mais natural, e dos contatos fluviais necessários, chegou e mostrou a que veio, sincronizou com os Gunnies, já citados. E prometeu trazer aos não compromissados, pessoas tão MARYvilhosas quanto a propria, ouriçou os dois mais meretricios, gray e nuno, na busca da eterna sereia. Mas como eu disse, eram dois, cade o outro? Dias passaram e nada, nem sinal, de repente, um grito, um kaô. O marreteiro de primeira linha adentrou o bangalô, e na nova frequencia instalou a feira no vilarejo. Vendeu em minutos, mais do que se vendia em anos. Verdade que ele não lembra quantos, memória recente........Inceneradas com as inúmeras idas ao Quilombo. Picaretagem a parte, com 23, Á benção João de DEUS
E se o tempo não para, a vontade não passa, a apresentação foi única mas não pode ser única. Será uma, das dantas que virão nesse ano, em forma de som ou em forma de vídeo, o universo místico, holístico, as vezes pífio da vida do mar, vida salgada, agradeço a cada dia pela Crônica Rimada.
Amém
Ana Grava Dora.
servivo
Fui dormir hippie e acordei punk. Talvez faltasse na matina aquela ponta do kank. Soul Junky. Chutei o dog e saí de casa. Zelador ainda argumenta sobre a rodada: "tá tudo beleza, seu Rubens, mas to na pressa!". A megatrópole cinzenta e seu tapa na cara. A condução que custa a constar. Nas notícias, a preocupação: insípida, inodora e incolor, a água segue sendo privatizada. Insônia do mundo. Não estranhem se o cowboy que ocupar a Casa Branca amanhã resolver invadir o Brasa pra explorar os rios de cá. Uma hora o óleo acaba nas entranhas desta terra e será necessário novo motivo para movimentar a máquina de guerra. Mas tudo isso não é nada. Problema de verdade é esquecer o computador do trabalho ligado. O bilhetinho na mesa antecipa a bronca futura."Sim, senhor. Sim, senhor". O cara deve bater uma pensando nisso, porque não há argumentação possível. Submissão é o que ele quer e utiliza-se da hierarquia para extravasar suas frustrações. Let it be, take it easy. Jornada tripla, sem crise. O importante é estar sempre em movimento; é o que dizem. Holon stress na cidade tensa. E a plantação de milho que segue crescendo. A noite é uma incógnita: conseguirei dormir? Uma boa idéia seria pegar esse jaco da adidas e oferecer ali no quilombo. De meia em meia, fazer a beça é o dilema. O último dos moicanos permanece congelado, incubado. A ele será dada a luz na cidade maravilhosa, assim espero. Isso se o desespero não bater em minha porta. Tipo pulando corda, mas eu ainda não abri. Enfim, há dias e dias. Nem brancos nem pretos: são vários tons de cinza. Veremos as surpresas que se encontram à deriva. No mínimo, vou acender o incenso de Rosana, pra ver se o estado hippie volta à ativa. Tenham um bom dia!
terça-feira, setembro 20, 2005
Seguindo ciclos...
É isso, saindo do abismo Junky Clan volta do abrupto regresso ao primitivo para começar um novo ciclo, o ciclo holístico. Onde todas as coisas estão interligadas por uma força maior, o hólon místico. Onde até o blog ganhou um amigo, mesmo que esse seja pífio........ Queria aqui dizer o meu muito obrigado a todos que colaram no show de lançamento do nosso segundo cd, valeu mesmo!!! Foi bom pra caralho e o saldo não poderia ter sido mais positivo. A banda inteira está muito grata e feliz de saber que temos tantos amigos, amigos dos amigos e camaradas em geral...Vcs são foda !!!! Um obrigado mais do que especial ao Johnny (parabéns trutinha, vamos comemorar esse aniversário com um porre daqueles) e a Mari (sem palavras, vcs são corre master). Agradeço a Camila, que colou no show e cantou o nosso novo "hit", CT (a galera pira nesse som). Quero também mandar um alô pra Simone, que além de editar o clipe (q tá ficando irado) tirou umas fotos bem loucas do show. - Si vc tem sido uma amiga do coração pra todos da banda, nós ti amamos...E quero agradecer o trutinha do Xarlis (eu não sei o nome) que filmou o show inteiro e cantou todas as músicas sem erro...valeu irmão!!!
Bom é isso. Não vou falar mais porque se não começo a ficar emotivo e daí pra chorar é 1,2........................................................... Pra finalizar fiquem com um texto do nosso blog B, o pífio.... Penso logo frito: Às vezes me sinto um tanto esquisito. De onde vem o princípio? do fim ou do início? Na mesma tecla insisto sim, pífio o que diferencia uma mosca de um mosquito um grelo de um grilo? uma druca de um quilo depois de um fino? Olha lá Fívio! Pq aquele Urso Branco ta se degladiando com aquele Gorila albino? Toca o sino espera 1 minuto, de repente um tiro no olho que vacilo. Só vale na perna, no braço e no pinto. Pq fez aquilo? Fi-lo pq qui-lo. Então enfia isso meu filho vc sabe onde? Eu te indico só um aviso, insisto a maior dor do universo infinito. Volto ao intuito do começo desse texto que foi pífio. E o início? Esse texto não tem pé nem cabeça. Será que é finito ou infito? Será que sou frito? Será que não existo? Acho que sou pífio....seguindo ciclos.
terça-feira, setembro 13, 2005
SHOW DE LANÇAMENTO DO NOVO CD - domingo 18/09
É isso ae! Até que enfim, sai do forno o disco novo! O show de lançamento é dominguera e contamos com todos! Sem essa que é dia morto! VAMOS CELEBRAR!!
Local: Milo Garage
Endereço: Rua Minas Gerais 203a – Higienópolis
Data: 18/09
Horas: 20:00
Preço: R$ 6 homem e mulher (entrada)
Telefone para mais informações: 3129-8027 ou www.milogarage.com
NO DIA, O CD SERÁ VENDIDO PELA BAGATELA DE r$ 5,00. NEGÓCIO DA CHINA!!
segunda-feira, setembro 12, 2005
sexta-feira, setembro 09, 2005
Tudo é tão belo, quando contemplado em boas horas. Tipo agora. Fogos de artifícios estouram, no céu estrelado sobem ao alto e evaporam, e os olhos da menina em meus ombros molham. Vamos celebrar. Como mágica. Não vale a pena permanecer no inverno, vamos celebrar. Quem aqui não quer voar. Vibrações positivas percorrem aldeias, nutrindo de esperanças, cada um em suas veias. Não se sabe o que será, mas certeza que será bom! O filme tá passando agora e não terá outra sessão. Se o desejo´é de fugir, usar do modo que convir, nunca deixando escapulir a chance de poder sorrir. Habitamos um chão que gira, aproveite a estadia, mas dia, menos dia, se interrompe a avenida. Estando sempre preparado, em busca de saída, aprendendo a aproveitar da melhor forma a vida. É a mensagem que falo pra ver se dá um estálo, é sempre pior ver o seu shorts freado.
Sentado na beira da cratera, longe, ao fundo, o primeiro mundo, a terra. Eclipse, um espetáculo pra quem assiste. Dá pra ver nitidamente a sombra tomando a superfície. Pelo caminho dourado a história se repete. Fudeu, não se tratava de mais um teste. Não só existe a bruxa do leste, mais a do oeste. eu sei que as diferenças se dão em um ambiente terrestre. Enquanto a beleza da lua me deixa quase sem voz, atroz são as mensagens do mágico de Oz. Graças a Deus estou longe disso tudo, num satélite pronto pra viver em outro mundo. Só não me iludo com a possibilidade do abismo, por maias e egípicios há tempos já foi dito. Bagana, minha unica chance de saída. Xarlando na lage, eu e mais duas minas.
Om
Planeta terra, oh! Mãe, nossa esfera. Desculpe os valores conturbados desta era. Eu sei que a terra não pertence ao homem, o homem que pertence a terra. Ele, a trata como inimiga, porque quando a conquista, extrai além daquilo que necessita. O ar é precioso, a água é preciosa, pense nisso quando lançar na atmosfera o lixo cósmico. Pense se é certo, devorar a terra até que ela se transforme em um deserto. Quando vejo a humanidade de pé, percebo, estamos sem calços. Guerras, armas de destruição em massa, ninguem vê, somos os alvos. É facil dar amor para quem quer ser amado, dificil é amar os conturbados, de espíritos opacos. Por isso ame Bush, ame Osama, pobres, fracos. Ame os guismos, os indios, ame os glaúcios.
quinta-feira, setembro 08, 2005
FIRMEZA
FIRMEZA, BLOG É BANDA. CONCORDEI EM RETIRAR O POST SOBRE O ESPETÁCULO DE ONTEM. A INTENÇÃO ERA SÓ UMA TIRADINHA, MAS POR E-MAIL TÁ VALENDO. SAUDAÇÕES
orTRIz
terça-feira, setembro 06, 2005
Não há bem que dure pra sempre, mas não há mal que seja eterno....
Se tem pinga a gente bebe, se não tem a gente cocha, se não tem a gente pica e se não tem a gente dorme. Sujo. Bastião, ou seo Sebastião, como era conhecido vie rodeando a vila mariana. Acompanhado do cangurú, o seu cachorro, ele procura quase que cirurgicamente latinhas no bairro. Sempre que passo por ele falo: Oh! Bastião... E ele nunca responde. Ontem, após 1 semana juntando, dei ao bastião 1 saco cheio de latinha. Ele me olhou, e com os olhos marejados (cena que me partiu o peito), deu um sorriso muito sincero. Apesar de contar com apenas 1 solitário dente, nunca vi um sorriso tão emcionante. Daí querer me abraçar foi foda, mas firmeza ele merece. Fumando um cigarro estranhão, ele me ofereceu um pega. E eu recusei, tinha um maço no meu bolso. Quando viu, me pediu um cigarro, Marlboro. Quando ele acendeu o cigarro quase teve um orgasmo, pegou um goró errado e matou em um gole só. E eu vendo a cena inteira. Tomou, engasgou, sentou tossindo olhou pro lado e lançou: uurrghh!! gorfou na roupa. Sem perder a classe e a elegancia me olhou e sorriu de novo. Com o gorfo vazando pela tangente. Deitou na rua, fria, e virou de bruço pra não gorfar na roupa. Tava cagado. Fiquei mal, com pena quis oferecer ajuda, e ele em um tom sóbrio me disse: " Quer me ajudar? Então me mate!" Na mesma hora eu falei : "matar você! você bebeu?" "Bebi" " é eu vi, mas matar" "Isso, me mata de emoção e me discola mais um cigarro...." Dei o outro cigarro. "há seculos que eu não fumava um marlboro" e eu: "mas vc já fumou antes?" " Vixxx, eu trabalha na prikinis movis" desse jeito ele falou. " e o que vc fazia?" perguntei, com receio que ele respondesse que era gerente e tal. E ele me lançou: " Era segurança. No dia em que meu barraco caiu e minha mulher e filha morreram, fui despedido. Só porque eu tomava pinga. Mas a noite não tinha problema, ninguém via que eu estava no bar." " E aí?" eu comecei a me envolver com a história. " Aí todos lá da vila foram parar num abrigo da prefeitura, e quando cheguei lá não vi minha família, somente o canguru, que tá comigo até hj. Saí e nunca mais voltei, vivo perto do parque ivzirapuera." Todo dia nasce um prédio de luxo naquele local. Poodles e yorshires desfilam com novas roupinhas na frente do extraordinário cangurú. Um rosto cortado e cheio de ematomas, os seguranças dos diamantes não aliviam, os moradores se mostram cegos. O mundo que gira, não parece mudar aquele homem. A barba não cresce mais, as unhas não são cortadas. Mas o frio corta, rasga a carne. A chuva empodrece o lixo, a sua cama. O mundo foi cruel e continua sendo. Claro, somente aqui 1 marlboro significa felicidade. E toda noite reza pela filha. E toda noite reza para Deus. Imóvel o canguru me olha como que pedindo o céu. O céu tá escuro, a chuva veio se mostrar.
sexta-feira, setembro 02, 2005
quinta-feira, setembro 01, 2005
HMCR
É isso... O projeto, ainda em andamento, do novo cd tá tomando forma. A respeito do nome, complicado por sinal, temos diversas explicações que no fim das contas significam a mesma coisa: A busca eterna pela igualidade dentro de um ambiente de paz, contudo e sobretudo no universo transcedental e místico que envolve a mim, você e os nosso Pais. Os meus não entenderam o nome, mas gostaram de como soa a frase. Assim como JUNKY CLAN. Mas se tratando da capa, porque um polvo? ME DIGAM O QUE ACHAM?










