Terráqueos
Em cima da nebulosa/ a vista é loca, cabulosa/ no meio do céu, a lua, estrelas, universo astral/ cores se confundem com formas/Aurorea boreal/ os ventos que mexem as árvores, vendaval/ já falei, vamo embora, tira as roupas do varal/ e corra, corra até o limite, se não, morra, morra/ ou viva, se mova/ a toa tô, de boa/ inveja do albatroz que voa, e passa a vida numa corrente de ar/ a terra me sufoca, preciso respirar/ uffffff ahhhhhhhh/ que vida estranha que existe aqui na terra/ um puta pico loco e varias guerras/ na passagem da lito, pra atmosfera, entendi que o conta é a grana, por isso a miséria. E na mesa de jantar o pão não soluciona, vc é o messias, então multiplique a forma da vida, a forma mais célebre, mas por favor, desta vez todos iguais, nada de fazer umas tartarugas e uma lebres. No fim da reta faz a diferença e se o caminho tiver meandros, pegue um atalho, não, isso não é mais uma barreira. Preciso, debaixo de uma arvore daqui descansar, o olho desvia e quando volta parece um outro lugar, claro pra vcs existe o tempo, que um ponteiro maior e um pequeno gira, pira e vira. Se o sol está forte a sua vó reclama, se não tem sol, é chuva, insana. Alaga as vias, mata civís, não salvos pelas polícias, credenciadas para te engambelar, um farol, uma multa e a propina que vc tem que pagar. Malabaristas mexicanos nas esquinas pedindo um troco, brasileiros no fim da pista mortos. Enterrados lado a lado num belo campo de grama sintética, por baixo os vermes já comeram sua traquéia, e o ouro que vc guardou na gringa virou problema, que quer mais, sua mãe, sua irmã ou a freira da paróquia. Deus, conclamo por misericórdia. Salve, salve, salvo o meu rebanho, aqui em cima, tenha certeza, é tudo menos estranho. O mundo profano.


2 Comments:
Essa é a letra ? Muito boa, muito boa. Mas se for a letra, tesoura nela, há, há ! De praxe...
MOL
MOLnkey business...
Postar um comentário
<< Home