quinta-feira, maio 12, 2005

Nuvem Laranja e a incrível aventura da descoberta do tempo astral

Gordon Barry saiu de sua casa no dia 7 de agosto 1789, em direção ao Peru. Dois meses depois, chegando em Lima, Barry teve uma forte intuição de que aquela seria a mais louca de suas aventuras. Depois de dormir uma noite na capital peruana, nosso protagonista alugou dois cavalo que levariam ele e seu escudeiro Albert ao encontro do curandeiro xamã Nuvem Laranja (tambem conhecido como Juanito). Ambos ficaram mais dez dias viajando com os cavalos, e, quando tudo parecia perdido, avistaram no horizonte as enormes construções da tribo perdida dos Puchefume, uma mistura de Incas com outras civilizações antigas. Os dois foram recebidos com festa pelos indígenas, mas uma notícia havia deixado-os muitos tristes: Nuvem Laranja tinha morrido faziam seis dias. Por causa da reputação de santidade, os adoradores de Juanito se reuniam em volta de seu túmulo todas as noites, rezando por proteção e saúde. Logo no primeiro entardecer, Barry sentiu um forte calor pelo corpo. Ele estava perto da fogueira mas sabia que o fogo não era o responsável por aquele fenômeno relaxante. Tanto Barry quanto Albert perceberam que eram capazes de visualizar coisas antes ocultas, como espiritos e vibrações cósmicas. Ao mesmo tempo sabiam que o chá de ervas oferecido em sua chegada era o responsável pelas "alucinações". Barry relembrou as sensações daquela noite em um de seus textos escrito anos depois: "Eu estava de olhos fechados mas podia ver tudo o que acontecia em minha volta, ouvia o barulho dos insetos e da madeira derretendo na fogueira. Conseguia ler e escrever sem sequer olhar para o papel. Em seguida senti que meu corpo não estava mais sentado no chão, mas levitando alguns centímetros acima. Albert virou-se para mim e tentou me puxar para baixo, mas não conseguiu. A partir daí entrei num transe profundo, no qual viajava pelo tempo-espaço, visitando galáxias e nebulosas... No meio delas encontrei Nuvem Laranja, que disse estar esperando por mim faziam anos. Em nossa conversa, Juanito explicou os valores medicinais do chá e da força que envolvia cada um de nós: 'Você dificilmente saberá quem eu sou ou o que significo, mas serei boa saúde para você mesmo assim'. Eu não tinha entendido direito aquela frase, mas quando fui questiona-lo ele falou: 'Sente-se diante dos fatos como uma criança e prepara-se para sacrificar todas as noções preconcebidas, siga humilde por toda parte e por todos os abismos a que a Natureza o levar, ou você não aprenderá nada'. Quando terminou de falar, abri meus olhos e percebi que estava em casa. Ainda não havia partido para Lima. Mas agora sabia que na selva do Peru encontraria as respostas para todas as minhas perguntas". Meses depois, Barry foi a floresta amazônica encontrar daquela misteriosa substância. Mas dessa vez ele não precisou cavalgar até a tribo dos Puchefume, pois já conhecia os segredos da viajem no tempo astral..........A viajem de Alberto, por sua vez, foi bem diferente.....um dia desses eu conto pra vcs.

3 Comments:

Blogger ortiz said...

Ao chegar a floresta amazônica, viagem que dessa vez por necessidade deveria ser feita de forma solitária, foi logo procurando um lugar para ficar acampado. Mas o curioso é que era dia, mais ou menos 2 da tarde. Barry tinha que dormir, porque suas ações deviam ser feita na escura noite da floresta. Barry achou uma bela árvore, da espécie systumos. Árvore grande, da família da systemonas, que em seu tronco é habitada por ...

8:30 PM  
Anonymous Anônimo said...

.....Guisninhos, uma espécie de aranha que voa e na espreita da noite amazônica sai pra caçar os jinjulos, insetos menores que uma formiga que quando descorrem seu veneno sobre a vítima, normalmente os khalys, insetos menores ainda, gangrenam o seu sangue até que o corpo desfalecido endureça, proporcionando uma mascar crocante. Mas o que barry não sabia era que os guisninhos tinham um incrível poder de enxergar os passos de um homem e sua picada pode ser letal. Mas cansado, Barry encostou no systumo e desfaleceu, depois de um dia de muita peregrinação sobre a mata nativa. No meio da noite nebulosa, Barry acordou com um cochicho em seu ouvido, achou que era Juanito, o Xamã, mas nada pode ver, a escuridão era predominante. Quando se deu conta percebeu que uma família de guisninhos corriam pelo seu corpo carregando....

9:51 AM  
Anonymous Anônimo said...

Gordon, percebeu a movimentação, e se mante-se imóvel. Apesar de não saber do veneno letal dos Guisninhos, sabia muito bem que a natureza, apesar de linda, era cheia de mistérios obscuros.
Enquanto Barry ainda acostumava seus olhos com a escuridão da mata, começou a enxergar ao longe uma gruta, e percebeu que estava sendo levado até lá. Por um instante ele se assustou, e pensou que os Guisninhos poderiam estar o levando até lá para devorá-lo ou para armazená-lo em algum tipo de despensa Guisne. Quando ouviu outro suspiro em seu ouvido: "não tenha medo".
Seria a voz de Juanito? Se indagou.
Ao chegar ao interior da gruta, os pequenos e arrepiantes bichinhos largaram Barry, e quase ao mesmo tempo, um deles lhe deu uma picada. A picada foi tão dolorosa, que talvez tenha sido a dor mais forte que ele teria sentido em toda sua vida. Barry sucumbiu à picada, e quase sem ânimo, olhou para a parede que havia alguns signos gráficos que não conseguia decifrar: "Alus afos dacus rafus". E de repente ...

12:04 PM  

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