sexta-feira, abril 29, 2005

Mas se toda vez que eu tiver que exaltar minha raiva comendo a sua noiva, já era. No seu casamento ela vai casar grávida. Como? Ela não era virgem. Me jurou. Fez-me promessas que o líquido só desceria após a completa dilaceração do antes virgem, hímen. Não doeu? Lógico o bambú de diâmetros assombradores rachou, tabaca dura! Era assim, nas noites insólitas e sólidas, solidão. Nas encostas das arvores e seus entornos da rodvia mais louca do mundo, Transamazônica. As reflexões realmente tomaram meu tempo, me vi sujo, de vermelho. A noiva. A virgem. Não mais inocente, eu a fiz mulher, fêmea. Fêmea minha aqui na vila era rainha, não deixei de vê-las nem quando minha espinha fisgou. Puta que dor. Fisgou por causa do futebol. Por causa da falta na verdade. Sua. E a raiva corroeu. Tudo. É, talvez eu não tenha escolhido um bom modo de exaltar minha raiva.

1 Comments:

Blogger Fabi Koller said...

Acabei chegando aqui por acaso e gostei muito - textos totalmente cotidianos e bem escritos.

8:32 AM  

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