sexta-feira, março 04, 2005

PRA PARAR E PENSAR...

Segue um trecho de entrevista do economista Eduardo Giannetti. Caretíssimo, eu sei, mas na sequência eu explico o que pensei a respeito. Aqui, ele havia sido questionado sobre se a ética dá lucro. A resposta: "A sociedade está muito mais atenta para os processos que geraram determinado resultado.(...) Penso a questão da empresa comparando-a com a amizade, o amor sexual e a fé religiosa. Ter amigos traz vantagens práticas; o amor correspondido abre as portas para o sexo; a fé religiosa é o caminho da salvação. Se vc põe o carro na frente dos bois, então passa a cultivar amizades para levar vantagens; a calcular o afeto para ter sexo; a ser religioso só para ser salvo. Termina sem amigos, sem amor e sem fé; sem vantagens, sem sexo e sem paraíso. Com a empresa acontece parecido. Se ela for boa, vai ser lucrativa. Se viver apenas perseguindo o lucro, vai minar as bases da lucratividade". ******** Quando li isso, na hora me veio à cabeça um paralelo com uma banda. Qualquer uma. Por exemplo, o JUNKY CLAN. Penso a banda como uma empresa. Não pejorativamente, negócios, business. Mas enquanto um empreendimento conjunto para produzir algo (música) e atingir um certo bem estar próprio (viver de música) e comum (entreter ouvidos alheios). Quando li essa entrevista, pensei na questão do processo. Mais do que o resultado final em si (ser ou não famoso, comer sei lá qtas menininhas, aparecer no jornal, na tv e poder pagar de banda por aí), o que garante a qualidade e a legitimidade perante o público é o processo. É o fazer no durante. Sim, a entrevista falava de ética, e isso creio que todos aqui têm. Inclusive,em nossa curta trajetória já ficou bem claro a diferença entre a nossa ética e a de quem não tem (por exemplo, Mol, qdo fizemos a Rajabasa e não ganhamos porra nenhuma, mas não deixamos de pagar o q prometemos para cada 1 dos envolvidos. Basta comparar com aquele "show" do centro....sakou?). Agora, o ponto onde quero chegar é que O PROCESSO É CONDIÇÃO para se chegar no paraíso. To divagando pra carái e não sei se estou me fazendo entender, mas a questão é que, para ter ética no processo, é preciso que exista o processo. É preciso que exista o empreendimento. É preciso que se faça. To dando um puta rodeio pra chegar na mema tecla que eu martelo há tempos: ninguém aqui é gênio para se auto-declarar "artista" e achar que não precisa mover mais palha pelo bagui. E, mesmo que fosse, Van Gogh morreu pobre, Giordano Bruno foi queimado....Exemplos de gente considerada gênio póstumamente não falta.... To falando isso não é pra pesar, mas já vi talento na sarjeta porque não teve o mínimo de visão empreendedora em seu tempo. Artista que não criar seus espaços de manifestação vai comer merda o resto da vida. Bom....já falei demais e agora tenho q voltar pro labor. Mas volto ao assunto qdo ele gritar aqui dentro de novo. NOIZI!

6 Comments:

Anonymous Anônimo said...

que texto merda!
quer pagar de intelectual, xarlis?

vai à merda!

2:51 PM  
Blogger ortiz said...

bom, eu gostei...índio

3:23 PM  
Blogger ortiz said...

Concordo.
Já havia pensado nisso. Os artistas que tiveram uma vida mais firmeza, tipo o Picasso, o Dali, que pagavam de artista e comiam várias minininhas, ao mesmo tempo trampavam pra caralho e se auto promoviam sempre. E o Van Gogh, que era lóqui e infurnado, morreu pobre...
Porém, outros fatores contribuem para o chamado susesso. Ter uma visão mais geral e empreendedora, OK. Mas isso depende da personalidade e história de vida de cada um. Pensa, Xarlis: você só tem essa visão e preocupação por que agitou várias bandas, nunca deixou de tocar, desde os seus oito anos ou nove, sei lá (faz parte da sua personalidade), e por que em todos esses anos a mais de banda do que agente, viu que a parada não vira sem agitar o lado que ninguém quer agitar (história de vida).
Mas pelo menos, o lance das amizades que o trutinha da entrevista falou é real. Todo mundo aqui tem amigos. Não custa nada promover um pouco a banda, né não? E... e... ah, sei lá onde eu quero chegar. Este comentário não tem conclusão. Mas é isso. MOL.

12:57 AM  
Anonymous Anônimo said...

normal..............

5:31 AM  
Blogger ortiz said...

falou e disse Xarlis ...
Osama

12:31 AM  
Anonymous Anônimo said...

então...a fita é que eu sei q minha inquietação é maior por ter mais experiência de banda....mas eu não me comparo a ninguém....NUNCA! O que eu acho que se cada um fizesse um mínimo, o bagulho engrenava... se cada um parasse 15 minutinhos por dia e se perguntasse: o que EU fiz pela banda hoje? , com certeza o trabalho estaria mais bem feito..... mas se cada 1 preferir pensar que "existe o Xarlis lá, que toca desde os 9 em banda e está fazendo algo pela nossa", aí vira enconsto e sobrecarrega do lado de cá... até pq, nas outras bandas que tive, todos faziam algum tipo de correria.... bom , as cartas tão na mesa.... brazz

9:31 AM  

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