A EVOLUÇÃO ou ESPASMO DE FIM DE ANO
Paro e penso: há 10 anos, quem era eu? O que fazia e qual era a minha? Uma vez que este fim de ano encerra um grande ciclo em minha vida, me abro um pouco neste espaço terapêutico e lhes digo... Cabeludo, metaleiro, rebelde sem causa.... Fumava os primeiros becks.... escondidos, mal-cochados....aquilo.... Não fazia balada direito ainda...gorfava nas calçadas da V.Madalena... A diversão de fim de semana era ensaiar com meus gdes amigos Jotinha e VG.... quem diria? Estes 2 estão se encaminhando para o primeiro time dA música brasileira... Mas minha vocação pra sombra fez com que seguisse um caminho diferente.... Chamava-se P.Planet, e nela fiz alguns dos maiores amigos da minha vida: Bolinha, parceiro no role até hoje e AZ8, que até então era mais amigo do meu irmão, mas que virou irmão meu tb e ficou tudo em casa. Seguindo a trilha do gordo, caí de pára-quedas no 69 Centavos, banda que tava começando mas tinha futuro, percebia-se.... Vários roles, shows insanos, viagens lokas, parcerias firmadas, crocodilagens detectadas... Aprendarium! Gde parte da minha experiência de vida – e quando digo vida não é aquela existida, mas aquela vivida – veio de lá. O preço pago por isso foi me afastar da Junky, que já existia, mas era apenas uma semente plantada e pouco regada – em terra fértil, adubada, diga-se de passagem. Quando teve que acabar, o 69 acabou. Podia ter sido mais? Podia... Mas uma banda é feita de elementos, e quando a química não funciona mais, melhor tentar outra reação. Começo a fazer uns sons com o Mol de cá... De lá o Índio traz o Osama, ensaiam junto com Ortiz, gravam Role na base do snoopy... Escutei e fui fisgado de novo; o resto da história todos já sabemos. As músicas, o cd, o site, o blog, a mudança de endereço do QG, a trip pro Carmopitólio, o Folhateen, os shows.... e a brodagem forte, que não desprega, que é sincera, que nos faz sentir mais vivos e sedentos por outras conquistas conjuntas! Quem é, é e quem sabe, sabe. Quem não sabe, bate palma – já diria o gde guru Didi Mocó.
Parei e reli; refleti. Um grande espasmo de fim de ano - causei! Mas que aqui fique registrado como o JUNKY CLAN me faz bem, que apesar do meu stress e da tensão e pressão que boto, momentos como os da ECA e do Bota-fora são únicos e me elevam a outros planos. Estar com meus parceiros no palco, mandando um som dubom e vendo rostos sorridentes, cotinhas dançando, desconhecidos se divertindo, frangas saindo do armário.... o que for para quem seja! Um olhar mais atento e vi que estava entre amigos. E que todos, assim como nós, por um curto período de meia hora, puderam esquecer de seus problemas, projetos, pudores.... e curtir! Já dizia Sabota, “o rap é compromisso”. Creio eu que, mesmo sendo um peixe fora dágua, aos poucos vamos encontrando nossa função: botar vibe na balada. Seja pelo som ou pela meia a menos - pega essa, Orlino! Deixo aqui um salve a tod@s que estão conosco nessa e meus agradecimentos por tod@s que contribuiram para eu ser isso que sou. Aos parceiros de ontem e de hoje, um ótimo amanhã! FELIZ 2005!!!!!!!!! É o que Xarlis lhes diz....
TRILHA SONORA: REM -“Drive”, RED HOT -“Parallel Universe”, 311 -“Amber”.


2 Comments:
É isso, é a nossa vocação... botar vibe na balada. Não somos melhores que ninguém, mas na balada, somos aquela porcentagem pequena que está do outro lado, que enxerga a realidade e devolve pra galera em forma de som e poesia. Junky Clan, o LIQUIDIFICADOR DE REALIDADE, mistura tudo e faz a vitamina lisérgica da mente na cidade. É isso aí, Xarliiiis, termina de relaxar em Geri, aproveite por mim, é nóis sempre junto no ano que vêm. Olha pro mar e pede pra Deus ou pro Acaso, que o destino do Junky seja simplesmente o sussesso, seja lá o que isso represente ou signifique pra cada um de nós. Feliz ANO NOVO, e, porra, vâmo sair dessa matrx e se encontrar ao vivo, sei que amanhã (segunda), todo mundo vai tá aí ainda (menos o Osama), eu ligo, nem que seja pra fazer um rolezinho de leve. ....trilha sonora: silêncio, MOL descendo pra comer pizza (e pôr a mesa, de praxe). FUI !
Memórias, histórias, lisergias, risadas, baladas, churras, estresses, bebedeiras, nenhum gorfo, tchais a vontade, ensaios frustados, shows sem caixa e e shows que irão fazer de 2005 o ano Junky da clan que não para, apenas da um tempo......
Xarlis o guru, o master vibe de todos os temkpos, presença forte e quem é é, tá ligado que sempre foi, desde os primórdios dos festivais no equilibrio com o P.Planet, na tv cultura e o 69 que trincou e e foi eterno no tempo que durou. Junky é o momento, eterno tb, porque tá de pé, e venham todos que aqui não tem tempo ruim, a vibe vai surgir quando o dj riscar, o xarlis anunciar e os demais breacar.....
Relaxe......... o rap continua na linha contínua que é a distancia mais rápida entre dois pontos, um no alaska e outro no azerbaijão, onde o mol risca com os hombres de alá e do paquistão.
Salve, salve a todos aqueles que fizeram parte do projeto, não mais secreto.
OLISTICA MISTICA CRITICA RIMADA, junky clan e a macacada lançada ao vacuo com o sorriso no rosto e na seda um beck não do tosco. FUI, ornisco.
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