hempsaide
O vazio. O ruído da ausência de água no barril, dos mares de são paulo até o concreto do Rio. Lápides e estalagtites de uma caverna que cegava os homens cegonhas daquela terra. Terra de anões gigantes curados das doenças venéreas que fizeram soar aquela marcha fúnebre, que acompanhava um caixão vazio. O tempo. O tempo é maior nas vielas do que nas grandes vias, a vila, o paralelepipedo redondo das ladrinas que compunham aquele chão de terra. Garfadas e garfadas naquele espagueti delicioso sem molho, nem queijo, taça de vinho. Há de haver no espaço uma igual, era uma lágrima, pode ter sido. Um choro natural. Gangrenou as veias de um corpo sem sangue, matou aquele corpo com balas de farinha. Mais um corpo estendido aos pés da calçada. Calcei o sapato que não amarrava, tropecei no cadarço. Corri. Corri muito atrás do trolebus que entrava na cidade apagada, não tinha a energia. Fumei até não parar de tossir naquela pipe, que acabara de comprar, mas eu não tinha fumo. Basicamente eu me vi sofisticado, depois de comer um boi inteiro e não ter cagado. Comi uma ameixa e me borrei, três dias depois do churrasco. Contemplei a vista aérea daquela cidade térrea, subi no muro e vi o outro lado do mundo. Esqueci que tinha esquecido da lembrancinha. Não tinha o que dar, dei pra criança um isqueiro. A festa naquele buffet infantil pegou fogo, mas o lugar era uma aquário. Hoje procuro viver o contrario que dita a mística, lembrando das olísticas do mundo cético. Rezei pra Deus que me deixou viver. No inferno. Queimei meu rosto de forma ardida na noite chuvosa. Sai de guarda-chuva, no céu sem núvens. Contei todas as estrelas que refletiam no mar, olhei pro céu e vi a onda passar. Surfei. Parei. Ou melhor, nem comecei. Hein?!


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