sexta-feira, outubro 08, 2004

Feriado de efetivo reduzido

Feriado a vista, todos os conhecidos indo viajar pra curtir a praia, comê umas biates sair de sampa e virá a cabeça. Na retórica simplista posso dizer que me me excluo deste ciclo. A ordem é cortar, reduzir o efetivo geral, e olha que muitos estão tristes. porque? não vão trabalhar no feriado. E isso por acaso deixa alguém triste, deixa. O carro, indo pra praia , 25 conto só de pedágio, fora o gastrol que pesa no orçamento. Um morador, zona oeste extrema, 25 conto pra ir trabalhar das 6 da matina até as 13hs de um domingo com previsão de sol. E o corte..... pra 70% a alegria por trabalhar e ganhar o preço do pedágio, só do pedágio, mas é feriado!! por isso mesmo os outros 30% não vão trabalhar e deixar de ganhar o que em segundos a rodovia ganha em uma escala muito maior. Simples??? O contraponto, mordor e o abismo de helm, brasil e argentina, Deus e o Capeta, tudo é oposto, o dia da noite, o sol da chuva, o chefe e o empregado, o gordo e o magro, o feriado e o trabalho. Logo, as pessoas que vêm do alto dos montes decorrem sobre centenas de pergaminhos que a seca tirou do mar, e um deles trazia uma mensagem. Nunca ninguém viu o que ali tava escrito, o silêncio é o que precede o momento do grito, a fita é secreta. Aos poucos nos bilhetes impressos, e nos bares e avenidas povoadas, o movimento é sutil e derruba...davi e golias. Não vai passar na tv, é verdade, mas é organizado e quem é , é, tá ligado no que é. Um lapso, uma espreita, uma brecha e quando todos eram hipnotizados pela telinha, bum!!! o baque!!! O escuro toma conta, ninguem se vê, o som aumenta. Correria, gritos estridentes, portas batendo e vasos caindo. Sun is shining......e de longe uma berro aberrantemente agudo fazia uma ressalva sobre tudo aquilo que não era nada. Absolutamente nada.